As péssimas condições da estrada da Volta Fria, no bairro homônimo, em Mogi das Cruzes, continua causando transtornos e dificultando a vida de quem trafega pelo local.
Seja em dias chuvosos ou ensolarados, utilizar a estrada é sempre um grande desafio, tanto para os motoristas quanto para os pedestres.
Em quase toda a extensão da vicinal há uma grande quantidade de buracos. Em alguns pontos a água da chuva se acumulou, formando pequenos "lagos". Já em outros, uma cortina de poeira se forma, sempre um veículo passa.
De acordo com a presidente da Associação de Moradores do Bairro Volta Fria (AMOR), Vera Lucia da Silva Ferreira, a situação, que já era ruim, piorou ainda mais na semana passada, devido à grande quantidade de chuvas registradas. "Alguns trechos ficaram cobertos por água. Não tinha nem como as pessoas saírem de casa. O ônibus vinha até a metade do caminho e voltava, porque não dava para passar", disse.
A líder comunitária destaca que a pavimentação da via é uma reivindicação antiga da população, mas que cada vez parece mais distante de se tornar realidade. "Já era para terem asfaltado essa rua desde 2011. Todo prefeito que entra diz que vai arrumar, mas a situação continua a mesma", lamentou.
A mesma queixa é compartilhada pelo pedreiro Josias Vieira, de 51 anos. "Uma vez ou outra a Prefeitura aparece para tapar os buracos, mas o serviço não é de qualidade, pois eles usam a própria terra da rua pra arrumar. Eles tinham que fazer alguma coisa pra acabar de vez com esse problema", reclamou.
Vieira sugere ainda que a situação seja resolvida até mesmo por meio de uma parceria entre o poder público e empresas privadas. "Já que a prefeitura fala que não tem dinheiro para asfaltar, eles podiam cobrar isso das empresas que sempre passam aqui. Toda hora tem caminhão grande passando e arrebentando ainda mais a estrada. Quem sofre é a gente que mora aqui", comentou.
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informou que a estrada em questão recebe trabalhos de manutenção, com vistas a mantê-la em condições de trafegabilidade, de maneira constante. "Só na semana passada, por exemplo, as equipes da pasta depositaram e compactaram 25 toneladas de material, para a estabilização do solo da Estrada da Volta Fria. Porém, como toda estrada vicinal, ela registra problemas no período de chuvas. Os serviços na via permanecerão sendo realizados, em atenção à demanda", disse.
Por fim, ressaltou que a via "está incluída na programação de manutenção de estradas vicinais da cidade, que atende, por meio de reparos em trechos, a 18 quilômetros por dia e 360 quilômetros por mês".