O ano começou com indicadores negativos para a indústria do Alto Tietê. O nível de emprego industrial na região registrado em janeiro de 2017 foi de -0,42%, o que significou uma queda de aproximadamente 250 postos de trabalho nas empresas instaladas em Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.
O resultado divulgado ontem pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) deixou o Alto Tietê entre as 13 regiões paulistas que registraram saldo negativo no nível de emprego em janeiro, enquanto outras 18 tiveram variação positiva e quatro ficaram estáveis. Com isso, a região ficou aquém também da média estadual, que foi de 0,31%.
"Os números gerais apontam para o início de uma recuperação, porém, essa tendência ainda não alcançou todas as regiões do Estado e não chegou no Alto Tietê. Depois de 6 mil demissões em 2016, era esperado uma estagnação nesse processo já no início do ano. Isso não aconteceu, mas ainda temos a expectativa de que nos próximos meses a indústria da região se estabilize para, depois, pensar em retomada", avalia José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê, ao comentar que a região concentra grande número de empresas metalúrgicas e químicas. "O governo precisa avançar rapidamente com as reformas tributária, trabalhista e previdenciária para que a economia possa reagir e o consumo ser retomado", diz.