O Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes esclareceu, em menos de dois meses, todos os assassinatos cometidos na cidade entre o final de dezembro e todo o mês de janeiro. Com isso, a unidade, comandada pelo delegado Rubens José Ângelo, conseguiu um aproveitamento de 100% dos casos elucidados.
O primeiro caso ocorreu na véspera de Natal, quando Tiago Ramos de Amorim, de 30 anos, foi morto pelo foragido da Justiça da Bahia, Mauro Sérgio Santos Pires, de 33. As investigações da época revelaram que os dois tiveram um desentendimento, porque a vítima e outras duas pessoas teriam danificado o carro de Pires meses antes. Amorim foi morto na rua Valdir Paiva de Oliveira Freitas, no bairro do Botujuru.
Ainda segundo o Setor de Homicídios, Pires também matou a tiros o vendedor Caio César Ribeiro, 26, duas semanas depois de assassinar Amorim. O crime ocorreu no Botujuru. Ribeiro seria a segunda pessoa ameaçada pelo foragido.
Ambos os casos foram solucionados e era apenas uma questão de tempo localizar o suspeito, uma vez que já havia um pedido de prisão contra ele por ser foragido. Entretanto, Pires foi morto a tiros no Jardim Nova União, no dia 22 do mês passado.
As investigações contra Pires foram retomadas, mas, desta vez. para saber quem o teria matado. Dias depois, o Setor de Homicídios chegou em Ronan Inácio dos Santos, 28. Ele foi filmado por câmeras de segurança, atirando e comemorando a morte do foragido. Esse suspeito já teve a prisão temporária decretada, mas ainda não foi encontrado.
Em 14 de janeiro, Robson Prudente de Toledo, 31, matou, segundo a Homicídios, os amigos Vinicius Augusto da Silva, 16, e Adner Raul Cristovam Santos, de 21. O caso ocorreu durante uma confusão na rua Apaloza, perto do Centro de Controle de Zoonoses, no distrito de César de Souza. Ambas as vítimas foram mortas com vários tiros, inclusive pelas costas. De acordo com o delegado, Toledo já está detido por força de prisão temporária.
Por fim, em 7 de janeiro, o aposentado José Nilton Ramos de Jesus, 60, foi morto a marteladas na casa onde morava, na rua Miguel Martins, no Jardim São Lázaro, próximo da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98). O suspeito Leandro Góis Rodrigues foi preso em Biritba Ussu.
Para Angelo, os casos só puderam ser solucionados graças ao trabalho da equipe. "Foi um intenso e minucioso trabalho de investigação".