Apesar de muita contestação e da intervenção da Câmara, não haverá mudanças em relação ao reajuste no plano de saúde dos funcionários da Prefeitura de Mogi das Cruzes. O assunto foi tema de reunião realizada na tarde de ontem na sede do legislativo mogiano.
Uma das sugestões apresentadas pelos vereadores para minimizar o impacto financeiro no bolso dos servidores, que em alguns casos tiveram o valor do plano de saúde dobrado, foi elevar o subsídio da administração municipal.
Tal possibilidade, no entanto, foi considerada inviável pela prefeitura, segundo detalhou o presidente da Casa de Leis, vereador Carlos Evaristo (PSD). "Durante a conversa nos foi exposto que a administração municipal realmente não tem condições de subsidiar mais", disse.
Já o vereador Mauro Araújo (PMDB) destacou que o processo licitatório para a contratação dos planos de saúde ocorreram de forma legal. "O prefeito mostrou-se sensível ao impacto financeiro na vida dos servidores, mas explicou que a administração também está em momento difícil", comentou.
O parlamentar Rodrigo Valverde (PT), por sua vez, encaminhou ao executivo uma recomendação para que seja anulada a licitação.
Resposta
O secretário de Saúde Marcello Cusatis ressaltou que a prefeitura irá cobrar melhorias no atendimento prestado pela contratada. "O departamento de recursos humanos levantará junto aos servidores as queixas para que possamos solicitar melhorias na área de atendimento. Levaremos isso à Samed", concluiu. (S.L.)