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Ambulância em más condições de uso, sem manutenção, com porta e maca quebradas, com falhas no freio de mão e com documento vencido. Medicamentos distribuídos para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) mal acondicionados e em galpão sem alvará de funcionamento da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros. Reformas especificadas em contrato, que não teriam sido feitas. Essas são apenas algumas das irregularidades verificadas por membros do Conselho Municipal de Saúde, em Itaquaquecetuba.
Os integrantes do Conselho se reuniram, na última quinta-feira, para debater, segundo a conselheira Kátia Aparecida Santos, diretrizes e propostas a serem apresentadas na Conferência Macro Regional da Saúde da Mulher, que acontecerá de 7 a 9 de março, em Osasco. No entanto, explanaram à equipe do Dat que há uma série de irregularidades na saúde, de um modo geral e que, segundo eles, isso vem acontecendo há tempos. "Diante da total omissão da atual gestão, que não quis participar conosco dessa discussão, o conselho resolveu se reunir nesta ocasião, até mesmo por termos autonomia para isso, a fim de deliberar algumas questões, visto que estamos em cima do prazo e a prefeitura sequer nos deu resposta", afirmou ela.
Carlos Alberto Ribeiro da Silva, vice-presidente do Conselho, explicou ainda que a ideia da reunião foi dar encaminhamento aos assuntos pertinentes, para que Itaquá não fique de fora da Conferência Macro Regional e garanta sua representatividade. Até porque, segundo ele, há muito o que ser melhorado no segmento da saúde na cidade.
Florisvaldo da Silva, que também é conselheiro, diz que uma das questões que precisam ser melhoradas no município é em relação ao serviço prestado à população, que precisa se deslocar, constantemente, para fazer hemodiálise em São Paulo. "O estado da ambulância é precário, pois falta manutenção e ampliação da frota. Já aconteceu dela ir superlotada, com porta e maca quebradas, sem freio de mão, com fios soltos, bancos rasgados. Sem falar que algumas estão, desde 2014, com documento vencido. Imagina se a polícia parar a única ambulância municipal em atividade numa blitz? Ela vai apreendida. Fora o risco que o motorista corre", observou.
O Conselho pedirá à Vigilância Sanitária Estadual que verifique o Setor de Ambulâncias, conforme ofício datado do último dia 23.
Procurados, a prefeitura e o secretário municipal de Finanças e Saúde, Willian Harada, que responde pela pasta, não se manifestaram a respeito das denúncias até o fechamento desta edição.