Loteamentos irregulares às margens da represa Jundiaí, já com terraplenagem e que estariam sendo amplamente divulgados, inclusive pela internet, e comercializados, foram denunciados nesta semana à agência da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em Mogi das Cruzes.
Segundo a agência mogiana, a informação será checada nos próximos dias e, se constatada a irregularidade, inclusive se houve supressão da vegetação para venda de lotes, instalados sem licenciamento prévio concedido pela Cetesb, serão tomadas as providências cabíveis.
De acordo com os dados repassados ao Mogi News, os lotes possuem em torno de 500 metros quadrados e, segundo pessoas que preferiram não se identificar, máquinas retroescavadeiras trabalham constantemente no local.
Conforme a denúncia, há página em uma rede social e informações disseminadas também por meio do aplicativo Whatsapp, com anúncio sobre esses loteamentos, que seriam vendidos como "Terrenos para construção de chácara em Mogi, com acesso à represa".
O valor de cada lote seria de R$ 20 mil e a oportunidade de negócio restrita a 56 unidades. A publicidade estimula ainda futuros compradores a realizarem "o sonho da casa de campo" e informam que os imóveis estarão localizados "na beira da represa", na região de Taiaçupeba / Mogi das Cruzes.
O empreendimento, ainda conforme o anúncio, é "exclusivo e bem reservado" para o comprador e sua família.
Além do baixo custo à vista (R$ 20 mil), os lotes custam, a prazo, R$ 10 mil de entrada "facilitada" e saldo final em até 48 vezes de R$ 520, "sem juros no boleto bancário". A propaganda ainda fala em "área de lazer e portão automático e negociação intermediada diretamente com o proprietário e sem consulta ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC)/Serasa".
Comprovação de renda também não é exigida e aceita-se veículo como parte de pagamento. O acesso ao centro da cidade também é fácil, segundo o anúncio, ficando a apenas seis quilômetros do centro, em estrada de terra, mas próximo de escolas e do centro comercial.