Não bastasse, na semana passada, ver parte do teto do banheiro ter cedido no apartamento térreo do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) do Condomínio Jundiapeba I -
que até então era habitado pela desempregada Miriam Claro, de 51 anos -, ontem foi a vez dela retornar à moradia para constatar que o cano do esgoto estourou, alagando praticamente todos os cômodos do imóvel. Ou seja, se estivesse no local, provavelmente, ela tomaria um "banho" de dejetos fecais.
Desesperada e sem achar solução para o problema, a moradora - que está passando os dias morando de favor na casa de conhecidos - telefonou aos prantos para o celular da Redação dos jornais Dat / Mogi News para pedir que alguém verifique as condições estruturais do empreendimento.
Ontem, acompanhada pela síndica do condomínio, Tatiane Mari Macorin, 40, a desempregada gravou um vídeo mostrando a situação de seu apartamento e o chão tomado pela água fétida e com risco de contaminação. "Como que a gente pode pagar para morar num prédio desses, se nem temos condições de habitá-lo? A gente chama os responsáveis ou as autoridades e ninguém ouve a nossa voz, ninguém nos ajuda. Estão esperando o quê? Cair tudo na nossa cabeça?", questionava.
Reportagem publicada pelo Mogi News no dia 11 deste mês mostrou que os condôminos do Jundiapeba I
receberam as unidades em agosto de 2013 e já relatam diversos problemas. Mofo e infiltração são alguns deles. Na ocasião, a construtora disse à reportagem que "não foram verificados problemas estruturais e que os reparos necessários têm sido feitos". A Coordenadoria Municipal de Habitação também afirmou que já "acionou a construtora", e a Caixa Econômica Federal ainda não se manifestou.