Hoje começam os trabalhos em algumas Câmaras das cidades do Alto Tietê. Neste ano, não vão faltar assuntos para serem debatidos na região. De cara, os parlamentares terão uma pauta muito importante a ser tratada em plenário: o aumento no valor das tarifas do transporte público. Para esquentar as discussões, ontem, o prefeito de Ferraz de Vasconcelos, José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta, anunciou que não vai permitir o aumento da passagem, pois diante da crise pela qual passa o município seria um absurdo promover o reajuste e jogar para o cidadão mais um aumento.
Esta prática, aliás, é comum entre políticos e empresários. Empurrar para o povo reajustes, aumentos, taxas, impostos e, com isso, tentar superar as crises econômicas, causadas por eles mesmos, pela corrupção e má administração dos governos. No ano passado, o preço do barril de petróleo ficou mais barato para as distribuidoras, mas, mesmo assim, as empresas decidiram não repassar esse reajuste para os consumidores nos postos de gasolina. Com isso, o lucro deles aumentam. Ou seja, na hora de repartir o pão, o trabalhador fica de fora.
Um fato a ser percebido e levado em consideração neste momento é a situação atual do País e a das famílias. Como aumentar o preço de um serviço como o de transporte em uma época em que as pessoas estão desempregadas, sem dinheiro e quase depressivas por não enxergar uma luz no fim do túnel. São milhares de pessoas sendo demitidas todos os dias e ainda terão de pagar mais caro para voltar para casa.
O mais triste nesta história em que o trabalhador arca sempre mais caro por tudo ocorre quando vemos algum empresário ou político preso acusado de corrupção. Nesta semana, notícias de vários jornais informavam que as propinas pagas pelo empresário Eike Batista poderiam quitar todas as dívidas do Estado do Rio de Janeiro com o funcionalismo público, que tem salários atrasados. Os bilhões desviados pela corrupção poderiam evitar a situação atual do Brasil.
Em Ferraz, a dívida do município está em R$ 440 milhões. Resultado de péssimas administrações e suspeitas de desvio de dinheiro público. Lá, o ex-prefeito Jorge Abissamra (PSB) é investigado por irregularidades. Acir Filló (sem partido) também tem problemas com a Justiça.
Que os vereadores iniciem suas atividades de forma honesta e com muita vontade em cobrar atitudes positivas do Executivo, em todas as cidades. Os parlamentares são as nossas vozes. Há muito trabalho a fazer neste ano.