Um dos maiores problemas de uma cidade é ser administrada por um prefeito sem vontade, desmotivado, sem garra, que não luta. Se o leitor vê no chefe do Executivo de sua cidade esses defeitos, a previsão é de longos quatro anos sem desenvolvimento ou novidades no município. Por outro lado, se o prefeito demonstra boa vontade, está todos os dias nas ruas, em reuniões, sempre buscando melhorias para a população, agradeça, pois apesar das dificuldades, muitos problemas poderão ser solucionados.
Neste início de ano e de mandato para vários políticos do Alto Tietê estamos vendo de tudo um pouco. Aqueles que ainda não apareceram (será que só darão às caras após o carnaval?); os que desde o dia 1º de janeiro até hoje não pararam sequer um minuto para descansar; outros que aguardam uma maior estabilidade de seu governo para tomar decisões; e ainda os que estão brigando contra o sistema, tentando romper as barreiras e dificuldades impostas por uma forma de fazer política antiga e burocrática.
O mundo mudou de uma forma tão brusca, onde tudo é gravado e pode estar contra alguma das milhares de leis criadas para defender diversos de grupos ou pessoas, que ninguém pode fazer alguma coisa sem prestar conta, sem assinar contrato, sem provar um bom motivo para aquela ação. O tempo dos coronéis não era tão burocrático, mas foi extremamente necessário criar barreiras para diminuir o poder desses dominadores. Com isso, hoje, tudo precisa de mais cuidado, de aprovação. Então, trocar uma lâmpada de uma rua que ficou na escuridão não é tão simples quanto parece.
O perfeito entendimento entre Câmara, prefeitura, Justiça e população é fundamental para que tudo corra bem, ou pelo menos para que tudo aconteça. Um precisa do outro, um autoriza o outro a fazer alguma coisa. Vimos no mês passado o prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Zé Biruta (PRB), lamentar a situação caótica em que está a cidade, sem dinheiro para comprar itens básicos ou trocar lâmpadas queimadas. Nessa hora é preciso bom senso para facilitar as ações no município, principalmente aquelas que têm o objetivo de melhorar a situação.
Em Suzano, todos sabem do problema com os buracos nas ruas. Por anos, a cidade foi esquecida e as vias ficaram destruídas. Agora, Rodrigo Ashiuchi (PR) quer acabar com o problema, mas precisa esperar a morosidade da licitação, com seus recursos e processos lentos na Justiça. Desta forma, quem sofre é a população, que continua andando e trafegando em ruas e avenidas esburacadas, perigosas e sem manutenção.