O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR), recebeu na manhã de ontem, em seu gabinete, representantes de associações culturais de Palmeiras. Durante a reunião, a comunidade da região sul da cidade compartilhou com o chefe do Poder Executivo a preocupação quanto à falta de segurança do distrito, alegando que, nos últimos tempos, houve aumento de crimes envolvendo moradores e produtores da zona rural.
O encontro contou com a presença do presidente da Associação Fukuhaku, Jorge Ueno, e de membros da Associação Cultural Yamato, além do delegado de Polícia Civil Walter Gonçalves Jardim e do comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar (PM), coronel Tadeu Matiota. Do primeiro escalão municipal, participaram dos trabalhos os secretários de Segurança Cidadã, Fátimo Aparecido Rodrigues, e de Governo, Rosenil Barros Orfão.
Os representantes das entidades de Palmeiras compartilharam com as autoridades a preocupação quanto à falta de segurança naquela região, ao passo em que solicitaram providências, sobretudo para as áreas rurais da região sul de Suzano. As queixas recaem, principalmente, nos contínuos ataques a produtores agrícolas e às famílias da colônia japonesa que moram naquela região e que, não de hoje, são vítimas constantes de roubos e/ou de furtos.
Segundo Ueno, os assaltos tornaram-se recorrentes nos bairros Vila Ipelândia e Quinta Divisão. "Muitas propriedades rurais são atacadas sob a premissa de que lavradores guardam dinheiro em casa, bem como feirantes. Sob constantes ameaças de criminosos e por questões logísticas, como a falta de cobertura de telefonia móvel e linhas fixas, acredito que muitos casos acabam não sendo relatados à polícia, também por medo de represálias", complementa.
Segundo relatos da comissão que visitou a prefeitura de Suzano, hoje, uma das soluções adotadas a fim de minimizar o problema da violência na área rural foi a criação de uma rede de contatos da comunidade, para o compartilhamento (via WhatsApp) de informações referentes a ações criminosas. De posse das informações, os moradores entram em contato com a PM, por meio do telefone de emergência (190) e da base da 4ª Cia da PM, para as devidas providências.
Matiota reforçou a necessidade de dar continuidade ao trabalho de coesão da comunidade e de parceria dos moradores de Palmeiras com a PM. O coronel falou que, com base nos delitos já cometidos na região é possível adotar estratégias contra a ação dos criminosos.