Após 25 anos de dedicação ao serviço de assistência jurídica gratuita à população carente, o defensor público de Mogi das Cruzes Gediel Claudino de Araújo Júnior deu início ao processo de aposentadoria.
O exercício da advocacia, no entanto, continuará fazendo parte de sua vida. Isso porque, para ele, mais do que um trabalho, "advogar" é também sinônimo de satisfação.
Antes mesmo da criação da Defensoria Pública do Estado, Araújo já atuava neste seguimento prestando serviços por meio da Procuradoria de Assistência Judiciária (PAJ), órgão da Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Segundo ele, a paixão por este ofício surgiu do propósito de realmente poder fazer a diferença na vida de alguém. "Além de ser um funcionário público e contar com benefícios, ao ser defensor você acaba sendo uma espécie de 'super-herói', que luta pela cidadania e pelos direitos dos cidadãos mais carentes", comentou.
Para ele, olhar recordar este um quarto de século no âmbito profissional é motivo de muito orgulho e satisfação. "Sinto-me realizado enquanto profissional. Comecei a trabalhar muito cedo, aos 13 anos de idade, e levei para a Defensoria Pública muito do que aprendi na iniciativa privada. Fico satisfeito em ter contribuído para ela ser o que é hoje. As ações de demanda judicial de medicamentos, por exemplo, foram meus primeiros processos deste gênero", contou.
Questionado sobre os seus projetos futuros, o defensor informou que pretende continuar atuando na área do Direito e, além disso, se dedicará também à escrita de livros. Sua última obra, a 21ª, "Prática no Processo Civil", foi publicada este ano.
"Já estou afastado da Defensoria Pública, tirando as licenças pendentes, mas também iniciei o processo de aposentadoria. Depois de concluir isso, pretendo me engajar como autor de livros jurídicos e também advogar", projetou.
Atualmente, a Defensoria Pública de Mogi das Cruzes conta com 11 defensores. O nome que substituirá Gediel Araújo será informado somente depois da conclusão do processo de sua aposentadoria.