A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Mogi das Cruzes deu início, neste ano, a um atendimento inédito no Alto Tietê, voltado à estimulação precoce de bebês de zero a três anos e que apresentam alguma deficiência intelectual.
A iniciativa, que beneficia, num primeiro momento, 20 crianças do município, acontece graças a um financiamento de R$ 170 mil, autorizado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente do Estado de São Paulo (Condeca). Contudo, os recursos são apenas para um período 12 meses.
"A estimulação precoce tem por objetivo promover um atendimento multidisciplinar nos bebês de até três anos, de maneira a trabalhar os sentidos e as condições motoras tão logo haja o diagnóstico de deficiência intelectual", explica o assistente social da Apae Jorge Alberto Ferreira dos Santos. Ele conta que há estudos comprovados de que problemas cerebrais que afetam audição, visão ou articulação motora podem ser quase que sanados se forem desenvolvidas atividades de estimulação nos primeiros anos de vida.
De acordo com Jorge Santos, há tempos a Apae de Mogi avalia a possibilidade de implantar o atendimento para crianças nesta faixa etária. Até então, a entidade promovia assistência a 593 alunos com idades entre três e 29 anos e 11 meses, na sede do centro, e a 110 acima dos 30 anos no Programa Socioeducacional para Adultos do Núcleo Rural, na Vila Moraes.
O presidente da Apae de Mogi, João Montes, se diz realizado com o novo projeto, porém, antevê como desafio a arrecadação de recursos para a durabilidade do atendimento. "O financiamento do Condeca nos deu essa oportunidade de dar o pontapé no decorrer de 2017. Mas e em 2018? E as outras mães que enfrentam problemas semelhantes? Precisamos nos unir e ir em busca de novas alternativas para dobrar o investimento e ampliar o atendimento", finaliza.