O Centro Pop, que acolhe pessoas em situação de rua em Mogi, atende um grande número de pessoas. Entre elas, está Adriana Gomes, de 33 anos. Ela contou que procurou às ruas depois que começou a usar drogas e consumir álcool. A mulher afirmou que a dependência a fez perder a família, filhos, emprego e a casa própria. Hoje, em situação de rua, ela disse que está buscando ajuda para superar o vício e quer voltar para a família quando estiver restabelecida.
Para Adriana, o Centro Pop reproduz a vivência familiar e ajuda a recuperar esses vínculos. Ela passa o dia todo no local e durante a noite dorme em frente a uma loja de móveis e eletrodomésticos na região central da cidade. "O pior não é ficar na rua, mas são as drogas e o álcool. O que eu perdi não dá para recuperar, mas quero melhorar. Estou há dois meses em Mogi das Cruzes, vim de São José dos Campos", afirmou.
Silvio Rodrigues, 42, também atendido no local, disse que já passou por vários albergues em São Paulo até chegar ao município. "O que me levou às ruas foram as drogas e o álcool. Estou há cerca de seis meses em Mogi. Na rua é difícil, tem o frio e a sujeira", informou. Ele está em um abrigo no bairro São João.
Marcia Regina dos Santos, 41, nasceu em Mogi e também buscou o apoio do espaço. "Para mim o preconceito é um desafio. Quero sair das ruas, mas é difícil conseguir um emprego sendo morador de rua, as pessoas te conhecem", avaliou. (L.N.)