Em função das fortes chuvas que dificultaram os trabalhos neste início de ano, a Avaliação de Densidade Larvária (ADL) realizada pelo Núcleo de Controle e Prevenção a Arboviroses prosseguirá até o final da próxima semana. A ação foi iniciada no dia 2 de janeiro e já cumpriu cerca de 80% da meta prevista para a cidade, que é visitar, efetivamente, 3,5 mil imóveis, para garantir a amostragem que apontará quais regiões apresentam maiores infestações do Aedes aegypti.
Além de reforçar os cuidados que precisam ser adotados por todos os munícipes em sua casa ou trabalho, a ação é focada no planejamento de novas estratégias de combate ao mosquito em locais e situações específicas. Durante a ADL, são coletadas amostras de larvas para cálculo do Índice Breteau (IB), um valor numérico que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrados nos locais vistoriados. Esse índice permite saber aonde há maior risco de transmissão de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus.
O último levantamento foi realizado em julho do ano passado e apontou seis regiões com índices de infestação acima do desejável: Jundiapeba (região 1), Brás Cubas (região 2), Centro, Alto Ipiranga, Chácara Jafet e Vila da Prata (região 3); Mogi Moderno, Vila Natal, Vila Oliveira, Socorro e Centro Cívico (região 4) e Cezar de Souza, Sabaúna, Rodeio, Ponte Grande, Rodeio, Mogilar e bairros da Serra (região 5).
Ontem, dando continuidade às ações em campo, 88 agentes e seus respectivos supervisores voltaram às ruas para realizar as visitas, coletas e orientações de combate ao mosquito. O trabalho faz parte do programa "Todos contra o Aedes aegypti", parceria com o governo do Estado que garante atendimento também aos sábados, no período de janeiro a abril. "Este trabalho é realizado por agentes de controle de vetores e agentes comunitários de saúde, da Estratégia Saúde da Família, impulsionando a prevenção e o combate do mosquito na cidade", explica o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis.
Estas e outras medidas fazem parte das ações permanentes de combate ao Aedes aegypti na cidade e estão contribuindo para reduzir o número de notificações. Em 2016, foram registrados 258 casos de dengue em Mogi das Cruzes, contra 963 em 2015. Em 2017, até o momento, nenhum caso foi confirmado, contra 16 no mesmo período do ano passado. Foram registradas 38 notificações suspeitas nos primeiros 30 dias deste ano, das quais 29 foram descartadas e nove aguardam resultados de exames.