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O Brasil é o País com maior incidência de raios do mundo - por ano, uma média de 100 milhões de descargas elétricas rompem o céu e atingem o solo brasileiro, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Anualmente, cerca de 100 pessoas morrem em decorrência do fenômeno, sendo que 45% dos óbitos ocorrem no verão.
Raios são gigantescas descargas elétricas que se "conectam" ao solo. Eles começam a se formar nas nuvens situadas de 2 a 10 km de altitude, com temperaturas que variam de 0 a -50 °C. Dentro delas, existem cristais de água, água líquida e granizo, participando de uma atmosfera bem agitada.
Correntes de ar ascendentes levam os cristais e a água líquida para cima, junto com as cargas positivas.
Já o granizo, devido à gravidade, se acumula na parte inferior da formação, ficando com as cargas negativas. "O conjunto se assemelha a uma enorme pilha com correntes típicas de 30.000 Ampères, podendo percorrer 5 km até atingir o solo. Um raio pode durar, quando muito, 2 segundos", afirma Wilson Namen, cientista que, junto de Gerson Julião e Daniel Ângelo, forma o grupo Ciência em Show.
O trio de especialistas já realizou experimentos com raios e garante: estar próximo a uma descarga pode ser fatal. Alguns pensam que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Outros dizem que a melhor maneira de se proteger de uma descarga elétrica é permanecer dentro de um automóvel.
Para esclarecer os mitos e as verdades - além de ajudar a prevenir acidentes, o Ciência em Show respondeu as principais dúvidas e explica os cuidados que devem ser tomados especialmente no verão, onde a ocorrência de tempestades é maior do que em qualquer outra época do ano (Confira mais sobre o assunto no quadro abaixo).
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