Compartilhe
A Prefeitura de Suzano deve reforçar ainda este ano o efetivo da Guarda Civil Municipal (GCM). A previsão é que um concurso público seja realizado neste primeiro semestre, com o objetivo de minimizar o déficit que hoje corresponde a um total de 140 profissionais. O anúncio foi feito na tarde de ontem pelo secretário municipal de Segurança Cidadã, Fátimo Aparecido Rodrigues, durante a entrega de duas motocicletas que intensificarão o patrulhamento preventivo na cidade. "Existe a previsão de fazermos contratações, por meio de um concurso público. Se Deus quiser isso ocorrerá ainda no primeiro semestre", destacou.
O prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) informou que vem promovendo ações internas para garantir uma maior efetividade na segurança como, por exemplo, a realocação do pessoal administrativo para as ruas. Apesar disso, o déficit do efetivo é bastante significativo. "Temos uma cidade que era para ter de 280 a 300 homens, mas hoje trabalhamos como uma média de 120 a 130 guardas. Isso sem falar do pessoal que entra de licença ou férias, então estamos com uma equipe bastante reduzida. Além disso, parte dos GCMs vai para a Defesa Civil. Com isso, temos uma redução de 15 homens nas ruas", disse.
O chefe do Executivo ressaltou ainda que, apesar de ser uma das prioridades para o setor, o reforço do efetivo por si só não é sinônimo de mais segurança. "Não adianta ter 300 ou 400 homens e não ter um planejamento. O que falta em Suzano, e estamos colocando desde já em todos os setores, é um plano de ação. Se você organizar, 15 homens trabalham melhor do que 50 desorganizados. É o que temos que fazer e já estamos colocando em prática", afirmou.
Em estudo
O armamento da guarda também faz parte das metas da administração municipal no que se refere a melhorias na segurança. No entanto, não há definição sobre quando isso deve de fato ocorrer. "Existe um estudo para que consigamos realizar o armamento. Atualmente temos cerca de 30 ou 40 guardas aptos a usar armas de fogo. Precisamos verificar como está a situação para comprarmos estes artefatos", destacou Rodrigues.
Segundo o chefe da pasta, tudo depende do Orçamento aprovado pela gestão anterior. "Se nele não houver previsão para a compra de armas, nós temos que fazer um estudo e ver se conseguimos adaptar", explicou o secretário.
Monitoramento
Sobre o monitoramento por câmeras, não há previsão de quando será retomado na cidade. Atualmente não há equipamentos funcionando, segundo a administração municipal. "Já estamos estudando uma forma de colocar as câmeras da cidade para funcionar e também a aquisição de mais equipamentos, não só na área central, mas também nos bairros e em locais específicos", informou Ashiuchi.