O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes realizou, na manhã de ontem, assembleias de mobilização e protesto na sede de duas empresas em Mogi. O objetivo foi chamar a atenção dos trabalhadores para que lutem por seus direitos, bem como evitar mais demissões em massa.
Uma das assembleias ocorreu em frente à Valtra AGCO, em Brás Cubas, e teve como foco a redução do quadro de funcionários promovida pela empresa, que demitiu cerca de 50 funcionários, sem justa causa, no início do mês. De acordo com o presidente do sindicato, Miguel Torres, uma ação foi movida pela entidade no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para reverter a situação. "O objetivo é que esses desligamentos sejam cancelados. Toda demissão tem consequências e não vamos aceitar esta intransigência", disse. A previsão é que uma audiência de conciliação seja realizada nesta sexta-feira, dia 27. Até lá, segundo Torres, uma liminar impede que a empresa faça novas demissões.
Já o segundo encontro foi realizado na General Motors (GM), no Taboão. O ato buscou mobilizar os trabalhadores contra as reformas previdenciária e trabalhista. "Nós levamos aos trabalhadores o posicionamento do sindicato. Queremos desconstruir essa propaganda enganosa que o governo vem fazendo acerca das reformas. Na visão da categoria, elas não trarão nenhuma melhoria. Aliás, muito pelo contrário, não beneficiarão em nada o trabalhador", comentou o presidente.
Ainda, segundo Torres, na volta do recesso parlamentar, em fevereiro, as centrais sindicais unidas transmitirão o parecer da categoria ao Congresso Nacional.
A Valtra AGCO esclareceu, por meio de nota, que houve, em janeiro, 50 desligamentos pontuais, que se restringiram à readequação da produção em relação ao mercado.
"A AGCO mantém sua atuação de acordo com as melhores práticas de gestão e reitera que tem um compromisso sério com os seus colaboradores, e ainda reforça que reconhece sua importância para a companhia e o desenvolvimento agrícola do País", informou.