O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) deixou de gastar cerca de R$ 9,4 milhões com a compra de água da Companhia Paulista de Saneamento Básico (Sabesp). Parte dessa economia foi gerada pela implantação da setorização da autarquia. Somado a isso, está a redução gerada pela crise hídrica, que estimulou a diminuição do consumo de água, além do trabalho de fiscalização. O projeto foi dividido em 14 pontos, sendo que um deles se encontra no cruzamento entre a avenida Japão com a rua José Cury Andere, no Alto do Ipiranga, que passou por obras ontem.
De acordo com o diretor-geral do Semae, Paulo Beono, as obras realizadas no Alto do Ipiranga beneficiarão a Chácara Jafet, Parque Santana, Residencial Santana, parte baixa do Jardim Ivete, além do Alto Guaianases. O dispositivo tem a função de reduzir a pressão em que a água chega nesses locais para evitar vazamentos. "Ao todo, 2,8 mil ligações ficaram atendidas pela válvula. A setorização, que divide o abastecimento, tem o objetivo de facilitar ações de manutenção. Instalamos, ainda, um grande medidor e por meio disso é possível comparar o quanto de água entra no sistema com a somatória dos hidrômetros", esclareceu.
Beono informou que nos últimos anos a cidade conseguiu reduzir a dependência de compra da água da Sabesp. A setorização também foi pensada para a região que é abastecida com água comprada da companhia. "Comparando 2014 com 2016, tivemos uma redução de 24% na aquisição de água. Em 2014, a vazão média de água era de 628 litros por segundo, em 2015, caiu para 517 litros por segundo e, em 2016, para 477 litros por segundo. Isso gerou uma economia de R$ 9,4 milhões, o que praticamente pagou as obras de setorização", disse.
Até abril
O contrato com a empresa contratada para executar a setorização da cidade se encerra em abril, prazo em que Beono estima o término do trabalho. "Estamos com praticamente 80% das obras concluídas. O próximo passo será as interligações com o Parque Olímpico na altura da avenida Japão, e da Vila São Sebastião", explicou. Segundo o diretor, com a conclusão das obras de setorização será possível direcionar ações de manutenção em pontos específicos, analisar o consumo e a quantidade de água chega às casas.
Atualmente, a setorização na cidade está 40% concluída, sendo a maior parte na região de Brás Cubas, onde se concentram os maiores investimentos. A meta é levar o projeto para outros pontos do município, o que demanda um grande volume de recursos. A obra realizada no Alto do Ipiranga afetou os moradores durante o dia e a expectativa era que a água retornasse para as casas até a noite de ontem.