O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) realizou, na manhã de ontem, no Jardim Lair, um trabalho de orientação sobre a separação dos sistemas de drenagem e de esgotos. Com o aumento das chuvas, os pedidos de manutenção passam de 15 solicitações diárias registradas, em média, para até 30 em janeiro. São vazamentos, entupimentos e retorno de água para dentro das residências. Na maioria dos casos, são ligações de água pluvial conectadas à rede de esgoto, o que precisa ser corrigido pelos cidadãos.
De acordo com o Departamento de Operações do Sistema de Esgotamento Sanitário da autarquia, no trabalho realizado na rua José Antônio da Costa, em cerca de 70% das casas inspecionadas havia, pelo menos, um tipo de irregularidade, como lançamento de água da chuva na rede de esgoto, caixa de inspeção lacrada ou danificada e presença de lixo ou gordura no sistema de esgotamento. "Nenhuma rede de esgoto está projetada para receber água da chuva. Recomendamos a instalação de uma válvula de retenção, um equipamento barato e que evita o retorno de esgoto para as residências, caso a rede fique sobrecarregada", explica Gessé Cardoso de Oliveira, diretor do departamento.
O sistema de escoamento de águas pluviais é projetado para encaminhar a água da chuva para as galerias, de onde seguem até os córregos e rios. Já o sistema de esgoto conduz o material para as estações de tratamento. Funcionários da autarquia distribuíram folhetos com orientações. O material pode ser retirado nos postos do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC).