O índice de perda de água em Mogi das Cruzes permanece alto. Esse número está em torno de 48% e o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) pretende baixar esse indicador para 30%. A meta constará no Plano Diretor da autarquia que prevê obras, projetos e investimentos no setor pelos próximos 30 anos. O índice apresentado pelo diretor-geral do Semae, Paulo Beono, mostra que quase metade da água produzida acaba se perdendo em vazamentos, ligações clandestinas e hidrômetros defeituosos.
Beono adiantou que a autarquia não deve alcançar o índice de 30% de perdas nos próximos cinco anos. "A perda está em torno de 48%. Esse número está sendo reduzido. Temos a revisão do Plano Diretor com algumas metas a serem estabelecidas. Em 2014, o percentual de perda era de 52%. É um trabalho de formiguinha, pois a perda não está apenas no vazamento, mas no hidrômetro que não funciona corretamente e nas fraudes, que são combatidas por meio de fiscalização", ressaltou.
De acordo com o diretor-geral, a redução de perdas exige investimentos. "Consideramos 30% um número razoável quando se fala em perdas. Hoje 97% dos hidrômetros da cidade estão com até cinco anos. Isso também é um investimento do Semae para reduzir as perdas. As redes do município já têm certa idade", acrescentou.
O Plano Diretor do Semae deve ser concluído no mês de março. Nas próximas semanas estão previstas audiências públicas para debater os detalhes do projeto. Além da redução da perdas, outras obras estão sendo planejadas pela autarquia.
"Estamos fazendo importantes investimentos. Essa semana estamos iniciando a instalação do dióxido de cloro na captação, uma obra orçada em R$ 2,3 milhões, que integra o projeto de modernização do Semae", destacou Beono. (L.N.)