Hoje, dia 29, é o Dia Mundial e Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase. A data é lembrada sempre no último domingo de janeiro e reforça o compromisso em difundir informações, promover o diagnóstico precoce, garantir acesso ao tratamento e, principalmente, promover atividades de educação em saúde que favoreçam a redução do estigma e do preconceito em torno da doença.
Antigamente conhecida como lepra, a hanseníase pode se manifestar de dois a dez anos depois do contágio. O primeiro sintoma é o surgimento de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas no corpo, com diminuição ou perda de sensibilidade ao calor, à dor e ao tato. Mas existem outros sinais como caroços e inchaços e de áreas com diminuição de pelo e do suor.
Na constatação desses sinais, o paciente deve procurar uma unidade de saúde ou diretamente o Programa de Controle a Hanseníase da Secretaria Municipal de Saúde para solicitar uma avaliação e exames diagnósticos. O programa funciona na Unidade de Atendimento aos Programas de Saúde (UAPS 1), que fica na rua rui Barbosa, 174, Jardim Santista. Mais informações pelo telefone 4735-2336.
Em 2016, foram realizados 111 exames de diagnóstico (90 baciloscopias e 21 biópsias) e 11 pessoas estiveram em tratamento. Por meio do projeto especial "Na minha escola tem saúde", também foram avaliados os alunos de sete escolas municipais. Neste ano, até o momento, já foram realizados 25 baciloscopias e atualmente 13 pessoas estão em tratamento.
Histórico
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país que concentra o maior número de novos casos da doença - e o único que não está em processo eliminá-la. Mogi ainda concentra casos porque, na década de 1930, foi implantado em Jundiapeba, onde hoje funciona o Hospital Dr. Arnaldo Pezzutti Cavalcanti, o antigo Asilo Colônia Santo Ângelo. Lá, os portadores de hanseníase viviam isolados, o que atualmente não é necessário.