A presença de policiais militares no distrito de Jundiapeba, aos poucos, vem fazendo parte da rotina de moradores e comerciantes. O que a princípio pode soar como algo negativo, trata-se, na verdade, de uma ação preventiva, voltada para o estreitamento da relação entre a população e a Polícia Militar.
De acordo com a tenente Elionay Reberte, da 2ª Companhia do 17º Batalhão da PM, a medida vai ao encontro do anseio da população local por maior segurança no distrito. "Não é que tenha sido registrado maior índice de roubos e furtos na localidade. Esta ação atende ao desejo da população de que fosse implementado, na região, um policiamento mais próximo da comunidade, assim como tem sido feito em Brás Cubas", explicou.
Durante a ação preventiva, os policiais percorrem a região comercial de Jundiapeba mantendo contato com comerciantes, trabalhadores e moradores, fazendo o monitoramento do perímetro, contribuindo para a inibição da ocorrência de crimes como roubo e furto.
Ontem, por exemplo, o policiamento foi feito pelos cabos Aiello e Fábio e pelo soldado Barros, em horário comercial e, conforme a oficial, continuará sendo realizado com efetivo variável. "É um patrulhamento diferenciado e será um trabalho contínuo", garantiu Elionay.
Morador há 48 anos do distrito e integrante do Conselho de Segurança (Conseg) de Jundiapeba, o comerciante de banca de jornais Gervásio Calazans do Nascimento, de 58 anos, cresceu e acompanhou todo o desenvolvimento da região. "Quando vim para cá não tinha padaria, posto de gasolina, nada. Agora é praticamente uma cidade. E assim como em todo lugar, houve episódios de criminalidade e eu, como membro do Conseg, comemoro a conquista de hoje podermos contar com mais este tipo de policiamento", disse.
Segundo Nascimento, o pedido atendeu a uma reivindicação do Conseg e da própria comunidade, que via os PMs patrulhando a pé o centro da cidade e Brás Cubas, especialmente no final do ano, e queria que o reforço também contemplasse Jundiapeba. "Espero que continue por muito tempo", afirmou.
Aprovação
Para a gerente de um comércio localizado na avenida Lourenço de Souza Franco, Aline da Silva Alves, 28, apesar de ainda ser recente, a medida já traz uma maior sensação de segurança. "Só o fato de ter a polícia no bairro já deixa a gente mais tranquila. Acho que por mais que isso não vá acabar com a criminalidade, pelo menos a gente tem para quem recorrer quando algo acontecer", disse.
O mesmo posicionamento é compartilhado pelo proprietário de uma lanchonete, que preferiu não se identificar. "Na época da Copa do Mundo, quando os jogadores da seleção belga ficaram em Mogi, a gente via policiais por todo canto, depois sumiram todos. Acho muito bom que tenha esse patrulhamento, porque os bandidos, vendo que a polícia está perto, acabam recuando", comentou.