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A decisão de reajustar a passagem dos ônibus em Mogi para R$ 4,10 causou indignação nos passageiros do transporte coletivo. A nova tarifa passa a vigorar amanhã. O reajuste representa um aumento de R$ 0,30, ou seja 7,8% de acréscimo, sobre o preço da passagem, atualmente em R$ 3,80. Inicialmente, as duas empresas que administram o serviço pediram que a tarifa ficasse em R$ 4,70, o que representava um reajuste de 23%.
De acordo com os usuários, a indignação pelo reajuste é justificada pelos constantes atrasos, falta de manutenção, frota insuficiente para atender a demanda, lotação e ausência de cobradores nos ônibus. Os passageiros afirmaram que o aumento não justifica a qualidade do serviço apresentada pelas concessionárias.
A dona de casa Maria das Dores Oliveira, de 59 anos, afirmou que a lotação nos ônibus é algo comum. "Deviam colocar mais ônibus no horário de pico. Eles chegam lotados na praça da Matriz. Se quisermos lugar para sentar, somos obrigados a vir até o Terminal Estudantes. Entre às 17 e 18 horas é crítico, é o horário que as pessoas estão saindo do trabalho. É muito complicado", ressaltou.
O promotor William Silva Gabriel, 24, avaliou que os serviços estão abaixo do valor atual da passagem. "Peguei o ônibus esses dias e ele estava completamente molhado. Quando eu pago R$ 3,80, espero que, pelo menos, os bancos estejam secos. Os ônibus atrasam muito. As empresas falam que têm custos, mas elas demitiram todos os cobradores. Há poucos coletivos para atender a cidade", avaliou.
O auxiliar de produção Daniel Eduardo Borges, 25, criticou a falta de ônibus para o distrito industrial do Taboão. "Nem sempre o ônibus sai no horário do Terminal Estudantes e, quando isso ocorre, acabo chegando atrasado no trabalho. Na hora de voltar é a mesma coisa, se perder um ônibus, o outro só sai mais de uma hora depois. Se for para aumentar a passagem, as empresas têm que melhorar a qualidade do transporte que oferecem", reclamou.
O analista Rodrigo da Silva Nunes, 21, não concorda com o aumento da passagem no município. "A qualidade do serviço não justifica, se compararmos com os de São Paulo, a diferença é enorme. Além disso, nem a capital reajustou as passagens", acrescentou.
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