Em continuidade às ações permanentes de combate ao Aedes aegypti, a Prefeitura de Mogi das Cruzes está realizando mais uma edição da Avaliação de Densidade Larvária (ADL) em toda a cidade. O trabalho é feito pelo Núcleo de Controle e Prevenção a Arboviroses, que tem como meta visitar aproximadamente 7 mil imóveis até o final de janeiro. Para isso, a população precisa colaborar, recebendo os técnicos em suas casas.
O trabalho começou na semana passada pelo distrito de Jundiapeba e atualmente está em Braz Cubas. A Avaliação de Densidade Larvária é uma amostragem que aponta qual região do município apresenta maior infestação de larvas do mosquito, possibilitando a definição de estratégias de combate ao inseto em locais específicos e de maior necessidade. "Fazemos esse levantamento duas vezes por ano, sempre em janeiro e julho, para o planejamento estratégico de combate e prevenção", explica a veterinária Débora Murakami, coordenadora do Núcleo de Controle e Prevenção a Arboviroses.
Durante a ADL são coletadas amostras em imóveis escolhidos aleatoriamente em todas as regiões da cidade. Os resultados obtidos geram o Índice Breteau (IB), um valor numérico que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrados nos locais vistoriados e que permite saber em quais regiões da cidade há maior risco de transmissão de doenças. O índice de tranquilidade é 1,0 ou menos (significa que para cada 100 imóveis visitados somente um apresenta larvas do mosquito). O índice é considerado tolerável até 1,5. Acima desse nível há risco iminente de doenças.
Os últimos levantamentos realizados na cidade mostraram que o principal problema são os recipientes móveis, ou seja, todo tipo de material que pode ser removido para evitar o acúmulo de água, como vasos, baldes e garrafas encontradas dentro dos imóveis vistoriados. "Durante as visitas, reforçamos a importância de manter uma rotina de cuidados em casa e no trabalho, checando todos os locais e situações que possam acumular água parada", explica a veterinária.
Água limpa e parada é o cenário ideal para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, diferente do Culex, ou pernilongo comum, que prefere água parada suja. Para minimizar sua proliferação, as equipes técnicas realizam, quando necessário, a aplicação de larvicida biológico nas margens de rios e córregos no período de estiagem. Em casa, um cuidado simples pode ser a instalação de telas de proteção.
Algumas dicas ajudam a evitar todos os tipos de mosquitos em casa, tais como: acabar com a água parada, verificar vasos, garrafas, potes e outros recipientes que acumulam água. Aplicar cloro em pias e ralos. Deixar portas e janelas fechadas ou usar telas de proteção. Pulverizar o ambiente.