De acordo com o advogado Dario Reisinger, que defende Márcio Rodrigues da Silva na causa, a Justiça não entendeu que a Prefeitura - embora a Santa Casa esteja sob intervenção -, possa responder solidariamente no caso dele. Porém, conforme ele, isso não faz com que a questão "deixe de estar nas mãos da administração municipal". "O fato é: vamos fazer o quê? Pedir o bloqueio de verbas da Santa Casa? Há muitos funcionários que não receberam direitos trabalhistas e, no caso dele, que foi um dos mais graves, também não há perspectivas de receber", lamentou.
Entretanto, segundo Reisinger, apesar da Santa Casa estar se transformando em uma espécie de "escudo da impunidade", a Justiça poderá entender, mais tarde, que a execução deverá recair também sobre a prefeitura. "Todo esse débito faz parte do passivo e o atual prefeito (Rodrigo Ashiuchi - PR) prometeu anteriormente que iria resolver esse problema. Gostaríamos, inclusive, que ele nos recebesse, porque a situação do meu cliente é bastante delicada", reforçou o advogado.
Em nota ao jornal, a Santa Casa de Misericórdia de Suzano respondeu que "o processo ainda não foi encaminhado para a equipe de intervenção da unidade e que todos os fatos transcorreram na gestão passada, não tendo sido informados pela gestão anterior durante a fase de transição de governo".
O comunicado diz ainda que "naturalmente, a Santa Casa está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários". (C.I.)