A dificuldade em agendar uma consulta no Ambulatório de Municipal de Saúde Mental de Mogi das Cruzes, localizado no Parque Monte Líbano, é alvo de reclamações do vigilante Rubens Rodrigues de Lima, de 49 anos. O problema, no entanto, não foi confirmado pela administração municipal.
De acordo com o mogiano, há quatro meses, sua esposa, Adeilda Ferreira da Silva Lima, 40, tenta agendar uma consulta com o psiquiatra, mas até o momento não obteve sucesso. "Ela sofre de transtorno bipolar, e desde então está com o tratamento paralisado porque não consegue se consultar", disse Lima.
Ainda segundo o vigilante, funcionários da unidade de Saúde não sabem precisar quando a situação voltará ao normal. "Toda vez que vamos ao ambulatório dizem que não há médico e não há nenhuma previsão de quando isso vai se resolver. Mas não é apenas ela que está nessa situação. A falta de profissionais tem prejudicado muita gente", reclamou.
Com isso a preocupação é que a falta de acompanhamento possa complicar o estado de saúde de Adeilda. "Como ela não se consulta, não consegue a receita para pegar o medicamento e está tendo crises", contou.
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a paciente se consulta no ambulatório, mas que deixou de comparecer ao local há algum tempo. "A senhora vinha sendo acompanhada periodicamente pela doutora Aline Correia de Souza Matos até o dia 25 de junho de 2016. No entanto, somente no último dia 4 de janeiro, mais de seis meses depois da última consulta, seu marido compareceu à unidade para solicitar um novo agendamento", informou.
Ainda segundo a pasta, uma avaliação já foi agendada. "Como a doutora encontra-se em férias, a Secretaria agendou uma consulta com o psiquiatra Eduardo Guidolin para o próximo dia 19 de janeiro, às 13 horas, em Jundiapeba", concluiu.