O prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), recebeu, na manhã de ontem, representantes das escolas de samba da cidade, para falar sobre os desfiles do Carnaval 2017. Melo reiterou que a decisão de suspender as apresentações na Avenida Cívica se deu em virtude do difícil momento econômico no País, da queda na arrecadação do município e a consequente necessidade de reduzir gastos. O secretário municipal de Cultura, Mateus Sartori, acompanhou o encontro. Para realizar os dois dias de evento seria necessário que a Prefeitura desembolsasse R$ 1,2 milhão.
Este valor equivale ao custo de um mês de funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Oropó, ou dois meses da Unidade Clínica Ambulatorial (Unica), de Jundiapeba, ou ainda um mês de coleta do lixo domiciliar do município, ou pelo gasto com limpeza e manutenção de todos os espaços públicos da cidade por 10 meses, por exemplo.
"Gostaria que vocês entendessem a nossa posição. Temos grandes responsabilidades pela frente e, neste difícil momento da economia, que não é exclusividade de Mogi, precisamos fazer escolhas, para poder manter em funcionamento equipamentos e serviços essenciais de atendimento à população. O investimento em dois dias de desfiles na Avenida Cívica custeia, por exemplo, um mês da nossa merenda escolar. Também conheço e respeito o trabalho desenvolvido pelas escolas de samba da cidade. Essa não foi uma decisão fácil de ser tomada", afirmou.
"Nossa vontade é, e sempre foi, de fazer o Carnaval. É uma festa popular, que faz parte da nossa cultura, da nossa memória e da agenda cultural do município. Por isso, fizemos pelo menos sete reuniões com a Secretaria de Finanças, cogitamos reduzir para um dia, diminuir estrutura. Enfim, estudamos todas as possibilidades, pois queríamos fazer", destacou o prefeito.