Por conta da chuva e do mau tempo, os trabalhos de manutenção na passagem de nível da avenida Valentina Mello Freire Borenstein, em Brás Cubas, não puderam ser concluídos ontem, como estava previsto. A recomposição do asfalto da travessia foi inviabilizada, portanto a interdição no ponto está mantida. A orientação para os usuários é continuar adotando os desvios, que estão devidamente sinalizados.
O entrave, como explica a equipe técnica da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, está no sistema de fornecimento do asfalto, que é o material necessário para a execução dos trabalhos. A empresa, contratada pela prefeitura mediante licitação pública para a produção e distribuição do material, possui uma cota mínima diária para operacionalizar, e assim evitar desperdícios.
Com o tempo ruim, a demanda por trabalhos com asfalto é naturalmente baixa e esta cota não será atingida, portanto o produto não será distribuído. A cota mínima de operacionalização é de cem toneladas, lembrando que isso inclui outras prefeituras e também empresas da iniciativa privada. Só a Prefeitura de Mogi utiliza diariamente uma média de 40 toneladas. Especificamente neste serviço, a quantidade necessária de asfalto é de cerca de 25 toneladas.
A manutenção é uma parceria entre a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a Prefeitura de Mogi. A interdição teve início às 9h30 do último sábado, e deve ter terminado na última segunda-feira. Anteontem, a CPTM concluiu os reparos nos trilhos, que era a parte mais complexa e demorada dos trabalhos. Agora as equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos aguardam para executar a recomposição asfáltica da travessia. Agentes de trânsito realizam rondas no local interditado.