Os juros nas concessões de crédito subiram em novembro atingindo patamares assustadores, de acordo com dados do Banco Central. Os grandes impulsionadores desse índice são o cheque especial, que atingiu o índice de 313% ao ano no mês passado, e o rotativo do cartão de crédito, que tem a taxa mais elevada de crédito no País, atingindo a marca de 459,53% ao ano em novembro.
Os números são assustadores e, por isso, a pergunta que fica é: o cartão de crédito e o cheque especial são mesmo os vilões das finanças das famílias? O real problema está na ausência de educação financeira. 
Segundo Reinaldo Domingos, educador e terapeuta financeiro, os limites do cartão de crédito e do cheque especial, somados, não devem ultrapassar 50% do salário ou ganho mensal, o que evitará gastar mais do que se recebe. "O erro capital em relação ao cartão é pagar a parcela mínima. Já no cheque especial é deixar o pagamento para outros meses, portanto, isso deve ser evitado. As altas taxas de juros cobradas acabam levando a pessoa à inadimplência. Se tiver apenas um ganho mensal, deverá ter apenas um cartão de crédito; caso ganhe semanalmente, poderá ter até três cartões, para os dias 10, 20 e, com isso, poderá comprar seis dias antes do vencimento de cada um deles, ganhando 36 dias para pagamento", recomenda.
Vale lembrar que o dinheiro do cheque especial também não é uma extensão do salário. "Este valor é do banco e ele é que estabelece as regras". finaliza o especialista.