Além da meningite, o caramujo africano também pode transmitir esquistossomose, uma doença conhecida como barriga d'água. O bicho também se alimenta de fezes de roedores, por isso o risco de transmissão de vírus é preocupante.
De acordo com o Ministério da Saúde, assim como os ratos, os moluscos fazem parte do ciclo de vida do verme e se tornou uma praga no Brasil. "As formas adultas do 'A. Cantonensis' são encontradas nos roedores: é neles que os vermes se reproduzem, garantindo sua continuidade. Eliminadas nas fezes destes animais, as larvas do parasita são ingeridas pelos caramujos".
O ciclo se fecha quando os ratos comem os moluscos infectados. Porém, as pessoas também podem ser infectadas se ingerirem os caramujos ou a baba (muco) liberada por eles.
O Ministério da Saúde esclareceu que é importante fazer a limpeza de quintais pegando os caramujos, porém com precauções. "Na ausência de luvas, deve-se usar um saco plástico. É importante recolher também os ovos", explicou. "Os animais e ovos recolhidos devem ser colocados em um recipiente e submersos em solução preparada com uma parte de água sanitária para três de água. Após 24 horas de imersão, a solução pode ser dispensada e as conchas devem ser colocadas em um saco plástico e descartadas no lixo comum". (F.F.)