Em época de chuva, o descarte irregular de lixo e entulho, ação esta que já é um problema identificado e combatido pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, mostra todas as suas possíveis implicações e faz reforçar a necessidade de uma conscientização maior por parte da população. Córregos, rios e ribeirões cobertos com sacos de lixo, móveis velhos e outros tipos de materiais são resultado direto desta postura indevida, que pode contribuir ainda para desdobramentos mais sérios, como o transbordamento dos cursos dágua, já que o escoamento da água também fica prejudicado com o acúmulo de material na superfície.
A ação é constantemente combatida pela prefeitura, por meio da divulgação de toda a estrutura existente no município, para o descarte correto do lixo e também por ações de limpeza. Ainda assim, conforme levantamentos do Departamento de Limpeza Pública, cerca de 1,5 mil tonelada, proveniente do descarte irregular, é retirada pelas equipes de espaços públicos a cada mês. O impacto financeiro desta ação é de cerca de R$ 240 mil/mês e há reflexos também sobre a capacidade operacional e logística das equipes responsáveis pela limpeza pública da cidade.
Só nos 15 primeiros dias de 2017, as equipes da limpeza pública fizeram 28 atendimentos pontuais para a recolha de material descartado de forma incorreta. As ações aconteceram em locais como Jardim Santa Tereza, Vila Rubens, Mogilar, Vila Industrial, Vila Jundiaí, Jardim Rodeio, entre outros. Já o tipo de material recolhido envolveu lixo comum, restos de construção civil e pneus. Materiais estes que, no caso do lixo comum, são recolhidos diariamente pela coleta de lixo da cidade e, no caso de entulho e pneus, são recebidos diariamente nos Ecopontos da cidade, bem como recolhidos pela Operação Cata-Tranqueira.
Na próxima semana, as equipes, que já estão atuando no mutirão do Complexo Viário Júlio Simões e adjacências com serviços de roçada, darão início à recolha de todo material descartado irregularmente no entorno do córrego dos Canudos e também em bairros próximos.
Além dos atendimentos pontuais e dos mutirões, há uma relação, com mais de 20 locais, que são conhecidos como pontos "viciados" de descarte irregular. Isto é, locais em que a ação do despejo incorreto é praticamente diária. "São lugares em que, se a gente for todo dia, todo dia vai ter material para retirar. Isso, claro, não é viável. Não há como estar em todos os lugares todos os dias", explica o diretor de Limpeza Pública da Prefeitura, José Roberto Elias Rodrigues.
No entanto, ele acrescenta que as pessoas podem e devem denunciar o descarte feito desta forma, porém, frisa que a solução definitiva só virá com o abandono da prática por parte da comunidade.
As denúncias podem ser feitas pelo telefone 153.
Em caso de flagrante, é possível aplicar penalidades, cujos valores variam, conforme o tipo de material descartado irregularmente.