Com as recentes propostas de mudanças nas regras para se aposentar, além da defasagem no valor das aposentadorias, os aposentados e pensionistas não parecem ter muitos motivos para comemorações. É que a categoria carece urgente da manutenção das garantias fundamentais de seus direitos, da equiparação de valores para o custeio de suas necessidades básicas e de uma voz política ativa que possa representá-los no cenário nacional.
É o que explica o presidente do Sindicato dos Aposentados de Mogi das Cruzes e Região, Euclides Pereira Quinto. "Representamos todo o Alto Tietê e temos somente em Mogi, Suzano e Itaquaquecetuba mais de 141 mil aposentados, sendo que filiados mesmo só 400. É um número pequeno e essa crise dificulta ainda mais para que consigamos angariar mais sócios", lamenta.
Para ele, a necessidade emergencial da categoria é a de promoção de Políticas Públicas em benefício dos aposentados e pensionistas. "Não sabemos o que vai acontecer em relação à aposentadoria. Também falta reconhecimento no nosso segmento. Isso sem falar que o aposentado ainda sustenta a família. Muitas vezes, os filhos casam, mas depois separam e voltam a morar com os pais. E a defasagem nos valores para a própria subsistência é grande", justifica.
Euclides reclama que o governo federal "quer retirar direitos (dos aposentados) e que a classe não tem tido o merecido apoio" e faz ainda uma brincadeira sobre a atual situação no Brasil: "Hoje em dia, do jeito que as coisas estão, a pessoa nasce e já tem que dar entrada no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)".