O Centro de Referência e Apoio à Vítima (Cravi) de Itaquaquecetuba interrompeu os atendimentos há um ano. O espaço atendia mulheres e crianças que sofreram algum tipo de violência, sendo a maioria doméstica. O trabalho realizado no espaço era de encaminhamento psicológico ou jurídico, mas os serviços foram encerrados em 2015 e, desde então, os atendimentos estão sendo encaminhados para a Barra Funda, em São Paulo. Em dois anos, o Cravi de Itaquá já prestou 613 atendimentos.
A unidade foi inaugurada em 2014, segundo a Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania e atendia toda a região. A pasta explicou que o convênio firmado com a entidade responsável pela realização dos atendimentos psicossociais (Cdhep), para o funcionamento do Cravi, se encerrou em 2015 e não foi renovado por falta de interesse da entidade conveniada.
A Secretaria informou que deverá realizar, ainda neste ano , o chamamento público para que o Cravi retome o atendimento em Itaquá, mas também preste o serviço em Guarulhos e na região do ABC, dependendo apenas de disponibilidade orçamentária para isso. No primeiro ano de funcionamento, o Centro de apoio à vítima realizou 454 atendimentos. No ano seguinte, foram realizados 159 atendimentos. De acordo com a secretaria, 74% do público é feminino.
As vítimas de violência sexual são a maioria, representando 46% do atendimento, seguido das vítimas de tentativa de homicídio (19%), violência doméstica (16%), homicídio (10%) e lesão corporal (7%).Embora o serviço tenha sido encerrado na região, as vítimas de violência podem entrar em contato com o Cravi por telefone ou presencialmente. Até que sejam reiniciados os trabalhos em Itaquá, as pessoas serão encaminhados para atendimento na unidade do Fórum Criminal da Barra Funda. Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas e não há lista de espera. Os atendimentos podem ser agendados pelos telefones: 3666-7778 e 3666-7960.