A Prefeitura de Suzano, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, instaurou oficialmente uma auditoria independente na Santa Casa de Misericórdia da cidade. A medida é necessária tendo em vista a falta de informações técnicas transmitidas no período da transição de governo (meses de novembro e dezembro de 2016) e no início do mandato do prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR). Ao mesmo tempo, está sendo contratada pela atual gestão uma empresa que ficará à frente da auditoria externa da unidade.
O objetivo dos trabalhos é obter um levantamento financeiro, patrimonial e contábil da entidade o mais fiel possível à realidade, para que a administração municipal suzanense, no papel de interventora, execute um plano de ação de curto, médio e longo prazos, visando à recuperação econômica da unidade e o oferecimento de um acolhimento que seja digno, qualitativo e mais ágil àqueles que dependem do setor público de saúde.
A auditoria interna têm à frente João Anatalino, ex-provedor da Santa Casa de Mogi das Cruzes. O auditor aposentado da Receita Federal também conta com a expertise de outros profissionais, entre eles está o médico Paulo Toledo, grande conhecedor do funcionamento das irmandades na área da Saúde.
Um dos grandes desafios do grupo é chegar ao número exato da dívida do hospital. Durante a transição de governo, foi passado de forma verbal um déficit entre R$ 45 milhões e R$ 65 milhões. Contudo, apenas com as auditorias será possível precisar o tamanho do débito e traçar planos para a resolução da problemática.
Nos últimos dez dias, a Secretaria de Saúde de Suzano, liderada pelo médico Luis Cláudio Rocha Guillaumon, tem se debruçado no reconhecimento das ações internas da Santa Casa de Misericórdia da cidade e de processos que estão em andamento. Uma das providências tomadas com urgência foi a formação de um grupo técnico/político para auxiliar nas tratativas.
"Esses dias já foram de muito trabalho. O Zé Renato (José Renato da Silva), o João Anatalino, o Cid Cury e a equipe da Secretaria de Saúde estão debruçadas na reorganização dos serviços internos e externos, ao passo em que negociamos o 13º dos funcionários, que estava atrasado, e tentamos melhorar, dentro das condições atuais, o atendimento ao paciente, que estava longe do razoável. A autoria externa será importante, pois vai imprimir ainda mais transparência aos processos", disse Guillaumon.