As fortes chuvas deste ano, como as registradas ontem, contribuíram para elevar o nível do Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) em 23%, nos últimos 12 meses. A região é abastecida por cinco represas, das quais duas já operam com quase 50% de sua capacidade. É uma grande evolução, já que, no período de estiagem, em janeiro de 2015, havia reservatórios com menos de 1% de armazenamento de água. Os dados são divulgados e atualizados, diariamente, pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Até ontem, o Spat acumulava 42,3% de sua capacidade total. No mesmo período do ano passado, a região estava com menos de 20% de armazenamento para abastecer mais de três milhões de pessoas. A pluviometria acumulada, que é o nível das chuvas que caíram na região, ficou em 79,4 milímetros neste mês.
Há quase três anos, a barragem Jundiaí apresentava a situação mais crítica, com armazenagem de apenas 0,6%. Na época foi possível ver o solo com rachaduras. Inclusive, parte de uma cidade submersa surgiu em meio a seca. No mês seguinte, a mesma represa alcançou 80% da capacidade e, até ontem, operava com uma margem de 49,9%.
A barragem Taiaçupeba atingiu metade de sua capacidade, na manhã de ontem, apontando elevação de 5% em comparação ao mesmo período de 2015, portanto, se mantendo estável. O reservatório com o menor índice de armazenamento do Spat é Ponte Nova, localizado em Salesópolis, que alcançou apenas 35,4%. No entanto, o volume de água subiu 28,2% em um ano.
O manancial Biritiba foi o que registrou a menor evolução nos últimos 12 meses, com aumento de apenas 4,6 pontos percentuais. O reservatório opera na margem de 47% de seu volume total.
O Spat é composto por cinco reservatórios: barragem Taiaçupeba, que fica entre o distrito de Jundiapeba, em Mogi, e o município de Suzano, onde há a Estação de Tratamento de Água (ETA); barragem Ponte Nova e Paraitinga, ambas em Salesópolis; barragem Jundiaí, situada em Mogi, e Barragem Biritiba, em Biritiba Mirim. Esses mananciais abastecem cidades da região, atendendo três milhões de pessoas em Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Mauá, parte de Mogi e de Guarulhos.