Na edição de ontem, o jornal Mogi News publicou artigo do ilustre advogado Paulo Passos, doutor em Direito, criticando uma suposta determinação do comandante geral da Polícia Militar, que o autor teve acesso, provavelmente, por meio de mídias sociais. Ocorre que a notícia veiculada era falsa e o comandante nunca ordenou as medidas ali indicadas.
As redes sociais revolucionaram a comunicação e aceleraram muito a divulgação de fatos, diminuindo o tempo entre as ocorrências e a chegada ao conhecimento das pessoas. Esse fenômeno, contudo, também apresenta aspectos negativos e exige cuidados especiais. É algo comum, e cada vez mais recorrente, o compartilhamento de notícias sem a confirmação da sua veracidade. Muitas pessoas recebem conteúdos e os reproduzem quase que instantaneamente, sem a adoção de cautelas necessárias para a sua divulgação. Em poucos minutos, boatos acabam sendo disseminados para milhares ou milhões de pessoas, produzindo efeitos muitas vezes desastrosos.
Em maio de 2014, uma mulher perdeu a vida por conta de boatos difundidos por meio de uma rede social. A dona de casa Fabiane Maria de Jesus foi espancada por dezenas de moradores do Guarujá, após ser acusada de praticar magia negra com crianças. A acusação, no entanto, era falsa, e Fabiane acabou vítima de comportamentos irracionais e lamentáveis.
A Polícia Militar, instituição responsável pela prevenção de infrações e pela proteção das pessoas, aproveita o exemplo para orientar sobre os riscos do compartilhamento irresponsável de informações por meio de redes sociais. O problema consiste na falta de uma avaliação criteriosa sobre o que está sendo compartilhado. Não é porque alguém publicou algo, que necessariamente o conteúdo é autêntico. Não há nenhum problema em consumir informações provenientes de mídias independentes, mas isso requer cuidados adicionais, ponderando se aquilo que foi publicado faz sentido, se a fonte é idônea e se foi adequadamente apurado.
É oportuno destacar que a Polícia Militar, que completou 185 anos de existência justamente ontem, 15 de dezembro, é uma instituição séria, totalmente comprometida com o cidadão. O respeito pela Polícia Civil, instituição coirmã, está presente em todos os círculos, com destaque para o trabalho que é feito na própria região de Mogi, em que a parceria e a integração total têm apresentado resultados altamente significativos na prevenção da criminalidade e na proteção do cidadão.
Uma organização só consegue completar 185 anos de existência com trabalho sério, respeito e dedicação às pessoas e autoridades. É justamente isso o que o povo pode esperar de sua polícia. Sejamos todos responsáveis!
Centro de Comunicação Social
da Polícia Militar