A proposta de Reforma da Previdência Social apresentada na ultima terça-feira pelo presidente Michel Temer (PMDB) foi criticada também por representantes sindicais. Entre os pontos de maior desaprovação está a fixação da idade mínima de 65 anos para a garantia da aposentadoria.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, a medida "acaba com as conquistas sociais da classe trabalhadora e com o sonho da aposentadoria. "Mais uma vez, o governo dá aos trabalhadores um presente de Natal recheado de desesperança, tristeza, desvalorização do trabalho. Impor uma idade mínima de 65 anos para aposentadoria e aumentar o tempo de contribuição é condenar os trabalhadores a não se aposentarem", disse.
Opinião semelhante é a do presidente do Sindicato Trabalhadores e Empregados Rurais do Alto Tietê, Benedito de Almeida, que destacou que o anúncio da proposta gerou temor entre a classe. "Os trabalhadores estão muito desanimados, pois concluíram que se a reforma se efetivar não vão mais conseguir se aposentar. Eu gostaria que fosse o contrário, mas diante do cenário apresentado, não dá para acreditar em uma melhora. As coisas irão apenas piorar", concluiu. (S.L.)