Após mais de 24 horas sem atendimento, o Hospital Municipal de Poá Doutor Guido-Guida abriu as portas na tarde de ontem. A prefeitura pagou R$ 2 milhões, que representa apenas 25% da dívida à empresa responsável pelo serviço de limpeza e portaria do prédio, que foi paralisado por falta de repasses. O débito totaliza pouco mais de R$ 9 milhões.
De acordo com a gerente comercial da Paineiras, Luciana Silveira Lúcio, no início da tarde de ontem, a empresa recebeu uma notificação extrajudicial informando a execução do pagamento de algumas notas fiscais. "O pagamento realizado foi de pouco mais de 2 milhões e reduz a dívida da prefeitura de Poá em cerca de 25%; o valor acumulado até a presente data gira em torno de R$ 7,5 milhões, incluindo a Secretaria de Saúde e de Educação", disse, por meio de nota.
A prefeitura informou que o pagamento foi efetuado durante a manhã de ontem.
Diante da parcela do débito efetuado, a prestadora dos serviços de limpeza e portaria retornou os colaboradores às unidades na tarde desta sexta-feira. "Esperamos que o pagamento continue ocorrendo nas próximas faturas para evitar a suspensão de outros serviços", finalizou.
Segundo a empresa informou ao Grupo Mogi News, havia pelo menos seis faturas pendentes e que, por diversas vezes, ocorreram tentativas de negociações, mas sem sucesso. À vista disso, a Paineiras paralisou os serviços. Pelo menos, 70 funcionários suspenderam os trabalhos de limpeza e portaria hospitalar às seis horas da última quinta-feira.
Sem as condições mínimas de higiene, o único hospital da cidade precisou interromper os atendimentos. Muitos pacientes que chegavam passando mal à unidade tinham que votar para casa sem atendimento, ou procurar auxílio médico em outro município.
A situação gerou revolta. Na porta do prédio também foi fixado um aviso dizendo que o hospital estava "sem condições de atendimento".