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A conclusão da obra do hospital público estadual em Suzano foi adiada mais uma vez e só deverá ocorrer em março de 2017. O superintendente do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Antonio José Pereira, confirmou o atendimento para o segundo semestre do ano que vem, mas disse que os serviços podem começar ainda em abril.
Além disso, em fevereiro, uma reunião decidirá em qual sistema a unidade funcionará: se será apenas para pacientes direcionados de São Paulo ou se terá atendimento "porta aberta", ou seja, para qualquer pessoa que for até lá. Depois de entregue, a gestão será realizada pelo próprio HC.
O cronograma de obras e de funcionamento da unidade foi apresentado pelo superintendente durante vistoria, que contou com a presença do deputado estadual Estevam Galvão (DEM), do prefeito de Suzano Paulo Tokuzumi (PSDB) e do prefeito eleito Rodrigo Ashiuchi (PR). A obra do hospital está em fase avançada com a maior parte do prédio com acabamento e instalação de equipamentos médicos. A unidade será certificada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Pereira informou que alguns detalhes ainda precisam ser finalizados para que a obra seja entregue. "Temos a parte de tecnologia de informação, de ajuste de ar-condicionado e marcenaria. Acredito que a obra seja finalizada até o fim de março. Após esse fechamento, teremos mais 15 dias para fazer ajustes e balanceamento. O hospital está em um patamar elevado. Estamos falando de um centro cirúrgico extremamente diferenciado, além de UTI, área semi-intensiva e leitos", esclareceu.
Segundo o superintendente, além da construção do novo prédio, o antigo HC de Suzano também está passando por uma reforma significativa. Ao todo, foram investidos R$ 32 milhões. "O prédio ficará no mesmo patamar da nova estrutura. A princípio, o segundo andar já está reformado e faltam outros dois", afirmou.
Em relação ao modelo de funcionamento da unidade, Pereira informou que essa decisão será tomada em conjunto com o novo prefeito. "Esse é um hospital secundário, não primário. Tem que haver regulação para que você consiga fazer o melhor atendimento para a população. Na minha opinião, não pode ser 'porta aberta', pois há as unidades básicas", afirmou. Sobre o atraso na entrega da obra, o superintendente apontou a crise como motivo. A última previsão, feita no primeiro semestre pelo HC e por Estevam, era de que a unidade estaria funcionando neste mês.
O deputado lembrou que trata-se de uma reivindicação antiga dos suzanenses. "Esse será um hospital moderníssimo, de primeira linha. Ele é 'porta aberta' para a população, mas em casos de média e alta complexidade. A unidade não é para dar atendimento básico, para isso existem os postos de saúde e o Pronto-Socorro", ressaltou.
Futuro
Ashiuchi destacou que vai trabalhar para que os pacientes de Suzano e do Alto Tietê tenham prioridade no atendimento do hospital, já que os leitos são controlados pela Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross). "Queremos criar um sistema de saúde que integra desde a base", ressaltou. O prefeito disse que uma das prioridades de sua gestão será a Saúde. Ele acrescentou que está analisando a possibilidade de recuperar o projeto do hospital federal e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Revista.
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