A votação do projeto de lei complementar nº 009/2016, de autoria do Executivo, que dispõe sobre o perímetro urbano de Suzano, ficará apenas para o próximo ano. O fato agradou parte do legislativo que vinha solicitando um prazo maior para a análise do assunto.
Na última sessão ordinária da 16ª legislatura (2013-2016), realizada na noite de anteontem, os vereadores votaram 29 itens. Destes, 17 foram incluídos em regime de urgência.
De acordo com o vereador Luiz Carlos Geraldo (PT), o Professor Luizinho, inicialmente cogitava-se que o projeto de lei em questão também entrasse no bolo a ser votado anteontem. "Foi realizada uma sondagem, antes da sessão, para ver quais as chances do projeto ser aprovado caso fosse votado. Como não tinha aprovação suficiente, ele não entrou. Acredito que tenha alguém ligado ao setor imobiliário que tenha interesse que a votação ocorra com urgência", disse.
O parlamentar destacou ainda estar satisfeito com o adiamento. "O meu posicionamento sempre foi no sentido de que a votação ficasse para o ano que vem para que o novo prefeito e os vereadores, assim como os técnicos ambientais, fizessem uma análise mais aprofundada e discutissem o assunto antes de aprovar a legislação", comentou.
O mesmo ideal foi compartilhado por Vanderli Ferreira Dourado (PT), o Derli, que inclusive adotou providências para que o projeto não fosse colocado em pauta. "Eu temia que ele fosse votado, então em todas as sessões levei um requerimento com a assinatura dos demais vereadores solicitando o adiamento. É um assunto que precisa de muita discussão para que a população não seja prejudicada", contou.
Derli também reforçou que era de interesse de parte do legislativo a votação da lei. "O presidente convocou uma reunião para ver se colocaria em pauta ou não. Como viu que eu tinha coletado 10 assinaturas e que, portanto não havia número de votos suficientes para aprovar, não colocou o projeto para ser votado", afirmou.
O presidente da Câmara, vereador Denis Claudio da Silva (DEM), foi procurado insistentemente pela reportagem. Porém não foi localizado até o fechamento desta edição.
Questionada sobre o assunto, a Casa de Leis informou, por meio de sua Diretoria de Comunicação, que "realizou duas audiências públicas para discutir o tema da propositura em questão". "O projeto de Lei permanece na Casa para votação", concluiu em nota encaminhada ao Grupo Mogi News.