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Se sancionado pelo presidente Michel Temer (PMDB), o projeto de reforma do Imposto sobre Serviços de qualquer natureza (ISS), aprovado na última quarta-feira pelo Senado, poderá causar um déficit de até R$100 milhões no orçamento anual de Poá. A preocupação foi externada ontem pelo prefeito eleito, Gian Lopes (PR), durante cerimônia de diplomação, realizada na Câmara.
Na ocasião, o republicano destacou que o assunto deve ser discutido com os demais prefeitos da região, para que alguma medida possa ser adotada. "O que preocupa muito é a questão do ISS. Caso o presidente sancione a PEC, Poá vai sofrer muito com a redução do orçamento. Estamos trabalhando com prefeitos de outras cidades para que em conjunto possamos ver o que dá para fazermos", disse.
Lopes aproveitou ainda para solicitar que os poaenses sejam bastante compreensivos nesse início de mandato. "Vamos pedir paciência para a população para que possamos colocar a nossa casa em dia, pois assumiremos a cidade com muita dívida. Vamos chamar as empresas para negociar e ver de que forma podemos quitar esse débito ao longo dos anos. Sabemos que não temos condições de pagar tudo no primeiro ano", ressaltou, sem mencionar valores.
Questionado sobre a possibilidade de seu irmão, o vereador Welson Lopes (PR), assumir a presidência da Casa de Leis e de que forma isso facilitaria o entrosamento entre o legislativo e o executivo, o prefeito eleito ressaltou nada ter a ver com o assunto. "Quem define quem será presidente é a própria Câmara. Em momento algum o executivo está interferindo. Isso quem decide são os vereadores", concluiu.
Além de Gian Lopes e do vice-prefeito eleito Marquinhos da Indaiá (PDT), também foram diplomados pela Justiça Eleitoral todos os 17 vereadores eleitos. Com isso, todos já encontram-se habilitados para assumir suas funções a partir de 1º de janeiro. Veja a lista completa no quadro.
A cerimônia foi presidida pelo juiz eleitoral Valmir Maurici Júnior que iniciou os trabalhos lembrando da atual crise econômica e política vivenciada pelo Brasil. "O País vive uma crise bastante grave, mas que deve ser superada. A confiança da população é algo que precisa ser reavivada, assim como o afinco de quem está assumindo a função", explanou.
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