A atual situação financeira da Prefeitura de Poá não inviabilizará o governo do prefeito eleito Gian Lopes (PR). A declaração foi dada ontem pelo atual chefe do executivo, Marcos Borges (PPS), durante visita ao piscinão, na Vila Romana. Na ocasião, destacou que apesar das dificuldades, as finanças por ele deixadas estão em melhores condições do que quando assumiu a administração municipal, em 2014.
O endividamento do município havia sido criticado por Lopes na última segunda-feira. Em resposta, Borges afirmou que os déficits existirão, mas que as finanças estão bem mais organizadas hoje. "Não sei a que ele se refere como dívida generosa. Mas com certeza algo a pagar terá. Tivemos uma queda substancial na arrecadação e como tínhamos como prioridade resolver os problemas de enchente e alagamentos que afetavam a cidade de Poá todos os anos, nós priorizamos o piscinão. Então alguma coisa ele terá, mas será bem menos do que quando eu assumi".
Já em relação ao projeto de lei que dispõe sobre a Reforma do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS), aprovado na semana passada pelo Senado e que, se sancionado pelo presidente Michel Temer (PMDB) poderá causar um déficit de até R$ 100 milhões no orçamento anual de Poá, Borges declarou ser resultante de ações do ex-prefeito Francisco Pereira de Sousa, o Testinha. "Esse ônus é herança que o ex-prefeito deixa para a cidade de Poá. Me solidarizo com o futuro prefeito, pois as dificuldades que ele terá são grandes por conta de irresponsabilidade", concluiu.