Feminicídio ou femicídio são as expressões máximas da violência contra a mulher, ou seja, o óbito. No Brasil, estima-se que ocorram, aproximadamente, cinco mil mortes de mulheres por ano, o que dá uma média de 13 mortes diárias ou uma morte a cada duas horas. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em todo o País, cinco mulheres são espancadas a cada 2 minutos, um estupro acontece a cada 11 minutos, um feminicídio ocorre a cada 90 minutos e 179 relatos de agressão são registrados na Central de Atendimento à Mulher, por dia.
Aqui no Alto Tietê os números também são alarmantes. Um levantamento elaborado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) mostra que entre 2008 e 2010, 96 mulheres foram mortas nas cidades do Alto Tietê.
A cidade que lidera o ranking de violência contra as mulheres é Itaquaquecetuba, com 34 óbitos. O crescimento das ocorrências em Itaquá, no período, foi de 62%. Mogi vem logo em seguida, com 18 vítimas do sexo feminino assassinadas.
Em Ferraz de Vasconcelos, recentemente, o jornalista Paulo Pavione, como Trabalho de Conclusão de Curso para a Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), escreveu um livro-reportagem, chamado "Até que a morte nos separe", contando a história de cinco mulheres que passaram pelo ciclo da violência doméstica - duas delas são do município ferrazense.
O livro-reportagem foi abrilhantado com nomes fortes de mulheres de representatividade da nossa região. O prefácio ficou por conta da vereadora da cidade de Poá, Jeruza Reis, pessoa que admiro e que já quero parabenizar por ser nomeada secretária da Mulher de seu município.
A jornalista Carla Fiamini foi citada nos agradecimentos do livro-reportagem. Aproveito para registrar aqui, também, minha total admiração e parabenizá-la pela nomeação como secretária de Comunicação Institucional da cidade de Suzano.
Dedico este artigo a todas as mulheres. Em 2017, vamos empoderar as meninas!