Um dos maiores distritos de Mogi das Cruzes, Brás Cubas ainda conserva ares interioranos. No aniversário de 63 anos do distrito, os moradores avaliam que o lugar possui toda infraestrutura necessária para o desenvolvimento. Para eles, o grande salto de Brás Cubas ocorreu com a chegada de grandes empresas que trouxeram investimentos e empregos.
O advogado aposentado Valdir Rodrigues Ferreira, de 77 anos, é um dos moradores mais antigos do distrito. Ele chegou a Brás Cubas em 1946 com a família. "Quando cheguei, existiam cerca de 20 casas e diversas chácaras de uva. De 1970 para cá o distrito começou a aumentar. Com a administração do prefeito Waldemar Costa Filho tivemos um impulso muito grande com as fábricas que se instalaram", disse.
Ferreira lembrou que no início a infraestrutura do distrito era precária. "Todas as ruas eram de terra, apenas a avenida Francisco Ferreira Lopes tinha asfalto. Agora, o movimento de veículos é muito grande e temos o hospital. As indústrias que chegaram, como a Valtra, Schwartzmann e Guttermann, proporcionaram o crescimento. Tenho a impressão de que não falta nada em Brás Cubas", ressaltou.
O advogado Joaquim Carlos Paixão, 76, afirmou que boa parte dos moradores de Brás Cubas se mudaram para o local para trabalhar nas indústrias da área. Ele foi o primeiro advogado do distrito. "Quando me mudei em 1965, minha casa não tinha água de rua e nem luz. O que ajudou muito no crescimento foram as indústrias, principalmente a pianos Schwartzmann. Quando ela paralisou as atividades em 1970, esse vácuo deixado foi preenchido pela Valtra", ressaltou.
Para Paixão, o que falta para o distrito é um terminal rodoferroviário para facilitar o acesso dos moradores para outros pontos da cidade. "Ele poderia ser feito com a mudança da estação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e construção de um terminal de ônibus na avenida das Orquídeas. Assim, as pessoas poderiam ter um local para aguardar o transporte e pegar a condução para a região central", acrescentou.
O presidente da associação Brás Cubas em Ação, Antonio Andere, 82, mora há 17 anos no distrito e informou que muita coisa já mudou nesse tempo. "Antes, o único carro estacionado na rua era o meu. Agora, não tem mais onde parar. Nosso movimento já realizou mudanças no trânsito que ajudaram a acabar com os congestionamentos", disse.