Conforme a reportagem já divulgou, os clientes da agência situada na avenida Francisco Ferreira Lopes, em Brás Cubas, bem como os de outra localizada na rua Presidente Campos Salles, no Jardim Santista, foram transferidos para outras unidades próximas. De acordo com o BB, por questões de logística.
No entanto, a mudança não deixou os clientes nada satisfeitos. Na manhã de ontem, poucas horas após o início do funcionamento da agência localizada na avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, uma enorme fila se formou do lado de fora do prédio. No local, muitas pessoas, sendo a maioria idosos, enfrentavam o calor intenso enquanto aguardavam a hora de serem atendidos.
Segundo informações de funcionários do banco, a demora no atendimento teria ocorrido em função da falta de sistema, o que impossibilitou a realização de algumas operações. A justificativa, no entanto, não convenceu o aposentado Joaquim Sebastião Belarmino, de 63 anos, que era correntista de uma das agências fechadas. “Nada do que eles fazem é para beneficiar o consumidor. Eu não pedi para ter o atendimento transferido. Se eles sabiam que essa agência não iria suportar tanta demanda, porque trazer o pessoal todo para cá?”, questionou. A mesma reclamação foi feita pela pensionista Maria de Lourdes, 69. “Na antiga agência não tinha problemas. Agora há sempre essas dificuldades. Sempre tem muita fila e superlotação”, comentou.
O Banco do Brasil informou que todas as suas agências trabalham com os prazos de atendimento estabelecidos pelas leis municipais. "Em municípios em que não há legislação específica, o tempo de espera é de 20 minutos para dias normais e 30 minutos para dias de pico, com base no compromisso firmado entre a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e as instituições financeiras", concluiu.