Desde antes da abertura do horário de expediente bancário, quem passava em frente à agência remanescente do Banco do Brasil, em Brás Cubas, deparava-se com uma fila extensa, que já podia dar uma noção do que os correntistas iriam encontrar do lado de dentro. E foi exatamente o que aconteceu. Atendimento demorado e muitos clientes impacientes, o que gerou até uma reclamação à Prefeitura de Mogi das Cruzes. Isso porque, na cidade, há uma lei que estipula o prazo máximo para que os clientes sejam atendidos nos bancos. A Lei 4.823, de 16 de outubro de 1998, prevê que, em dias normais, os mogianos precisam receber atendimento nos caixas em até 30 minutos. Já em véspera ou depois de feriados prolongados e no período de pagamentos de salários, o limite de espera é de 45 minutos.
Segundo a administração municipal, o Departamento de Fiscalização de Posturas recebeu uma reclamação sobre o problema ocorrido ontem. Uma equipe de fiscalização foi encaminhada ao local para verificação. O resultado não foi informado, mas a prefeitura ressalta que a fiscalização é feita por meio de denúncias ao telefone 153. A legislação prevê, inicialmente, que os bancos sejam notificados e, em caso de descumprimento e reincidências, poderão receber multas de até R$ 1 mil.
A suspeita, ontem, é que o aumento no fluxo de atendimento tenha ocorrido devido ao recente fechamento de outra agência na avenida Francisco Ferreira Lopes, em Brás Cubas, conforme o plano de restruturação anunciado pelo Banco do Brasil em todo o País.
Com a migração dos clientes cresceu o número de correntistas e, consequentemente, a demanda no atendimento. Situação que já havia sido prevista pelo Sindicato dos Bancários de Mogi e Região. A entidade, de acordo com sua assessoria de Imprensa, está acompanhando os reflexos da medida de perto e amanhã enviará representantes à Câmara Municipal, onde o assunto deverá ser discutido em sessão ordinária.
Moção
O vereador e bancário Clodoaldo Aparecido de Moraes (PR) preparou uma moção de repúdio contra a iniciativa do governo federal em colocar em prática o plano de restruturação do Banco do Brasil, com o Plano de Demissão Voluntária por Incentivo. "O Banco do Brasil tem um papel social, é fomentador de diversos recursos e é importante para o sistema financeiro. Somos contra esse plano, que causa desemprego e afeta a população de um modo geral e já sabemos, inclusive, que o mesmo pode acontecer com a Caixa Econômica e com os Correios. Então, iremos discutir esse assunto amanhã (hoje)", finalizou o parlamentar.