A Secretaria Municipal de Segurança de Mogi das Cruzes intensificou, a partir desta semana, a fiscalização sobre a venda do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o popular gás de cozinha, de forma irregular na cidade. A ação foi motivada por denúncias apresentadas por comerciantes regularizados sobre a prática, que traz riscos à segurança da população, uma vez que o armazenamento de botijões deve seguir normas específicas.
"O armazenamento, o transporte e o manuseio de botijões de gás de maneira não adequada traz riscos para a população, uma vez que se trata de uma atividade de alto risco, cujos procedimentos obedecem a regras rígidas e que devem ser obedecidas", explicou o secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno.
Ele explicou que os locais flagrados pelo Departamento de Fiscalização de Posturas atuando irregularmente tem a licença de funcionamento cassada. No primeiro dia da operação, ocorrido na quinta-feira, 14 estabelecimentos foram verificados. Destes, quatro lojas que tinham autorização para a venda de água mineral foram flagradas realizando a comercialização de gás. Os responsáveis foram multados em 4 Unidades Fiscais do Município (UFM), o que corresponde a R$ 608,40.
Já nesta anteontem, em que os trabalhos tiveram continuidade, 15 locais foram visitados pela equipes de fiscais e dois estavam em situação irregular, o que gerou lavragem de multa e a determinação de paralisação das atividades. No total dos dois dias de operação foram, portanto, 29 locais vistoriados, dos quais seis tiveram de ser paralisados por irregularidades. A operação deve prosseguir ao longo da próxima semana.
O secretário lembrou também do risco que existe no transporte dos botijões de forma incorreta. "Na última semana, um motociclista transportava gás na avenida Brasil, no Mogi Moderno. Em determinado momento, um botijão escapou e desceu rolando pela avenida, podendo causar acidentes. Esta situação preocupa", disse.