A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Rodeio completou anteontem um ano de funcionamento. Ao longo desse período mais de 97,2 mil atendimentos e 51,1 mil exames foram realizados. Os dados foram apresentados ontem pela Secretaria Municipal de Saúde, durante evento de prestação de contas.
Entre novembro de 2015 e setembro deste ano 97.227 atendimentos foram efetuados na unidade. Deste total, 87.707 foram ministrados em adultos e 13.520 referem-se ao setor pediátrico.
Com isso, a UPA atingiu uma média de 8.839 atendimentos por mês, superando a expectativa da administração municipal que previa a realização de no máximo seis mil procedimentos mensalmente. A maior marca foi registrada em março deste ano, quando 10.670 atendimentos foram contabilizados.
O número de exames efetuados ao longo do primeiro ano de funcionamento também foi bastante expressivo. Ao todo foram 51.543 procedimentos, sendo 12.767 exames de imagem, 36.509 de análises clínicas, além de 1.867 eletrocardiogramas.
"Os índices são muito bons, não apenas pela superação da produtividade da UPA, mas também pela eficiência. O grande problema em várias cidades do País é a concentração do atendimento dentro de um único local. O caminho é justamente o contrário. É preciso tirar os pacientes que não são graves dos hospitais e levá-los para a unidade correta e a UPA veio justamente para mostrar que contribui muito para o atendimento de urgências e emergências dentro de Mogi, desafogando as demais unidades", destacou o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis.
Outro indicador comemorado foi a taxa de satisfação dos usuários. Em setembro, por exemplo, 92% das 451 pessoas que participaram da pesquisa elogiaram o serviço.
Tamanha positividade tem gerado efeitos colaterais. Isso porque segundo o prefeito Marco Bertaiolli (PSD) pelo menos 30% dos pacientes que procuram a UPA não deveriam fazer parte da demanda. "Observamos em Mogi que estamos respondendo por dois públicos que não são de responsabilidade nossa. Trata-se de usuários de convênio particular e também moradores de outras cidades. Quando o atendimento é de qualidade as pessoas procuram e a Saúde de Mogi acaba atraindo naturalmente muitos pacientes. Vamos trabalhar, e desejamos que cada município tenha o seu próprio Pronto Atendimento e sua resolutividade, para que outras cidades como a nossa não fiquem sobrecarregadas como está acontecendo hoje".