O atual contrato da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) com as concessionárias do Estado, entre elas, o Consórcio Unileste, venceu. Por isso, a CS Brasil - uma das empresas contratadas -, não sendo mais obrigada a continuar, foi substituída pela Radial. Esta, por sua vez, caso não tivesse assumido as linhas intermunicipais na região, deixaria os usuários sem um ônibus sequer. A afirmação é do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Mogi das Cruzes, Suzano, Guararema, Biritiba Mirim e Salesópolis, que enviou uma nota de esclarecimento à Imprensa, sobre os profissionais rodoviários do sistema de transporte coletivo de passageiros.
Segundo o presidente do sindicato, Félix Serrano de Barros, a Radial está operando em caráter "emergencial" até que a EMTU lance os editais chamando uma nova licitação. "Se a Radial não assumisse as linhas, a população usuária da região não teria hoje sequer um ônibus em linha nenhuma", salientou.
Barros comentou na nota sobre as reclamações recentes de atrasos dos coletivos, ônibus quebrados e queixas em relação ao atendimento de motoristas ou cobradores, visto que algumas pessoas chegaram a perder o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devido a esses problemas.
"Os funcionários não têm culpa por essa falha da EMTU, pois a empresa, que está recebendo essas linhas, teria que ter um tempo adequado para se adaptar ao processo de transição e não impactar muito para os usuários", informou a nota.
Consultada, a CS Brasil também enviou a seguinte nota: "Por não concordar com a prorrogação do contrato de transporte público de passageiros, mantido entre o Consórcio Unileste e a EMTU, que venceria no último dia 29 de setembro, a CS Brasil optou por se retirar do consórcio, decisão anuída pelo poder concedente. Considerando que o contrato foi prorrogado por decisão das consorciadas remanescentes, em atenção à responsabilidade que sempre caracterizou sua atuação, a CS Brasil permaneceu operando, excepcionalmente, apenas para que não houvesse prejuízo aos usuários do sistema de transporte público, até que o consórcio absorva por completo a operação".