No mês em que o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) completa 50 anos de fundação, o prefeito eleito Marcus Melo (PSDB), que nos últimos anos foi o diretor-geral da autarquia, avaliou que existem obstáculos a serem vencidos. Ele apontou que uma das saídas encontradas para melhorar e acelerar os investimentos é firmar uma Parceria Público Privada (PPP). No entanto, ressaltou que essa é uma decisão que precisa ser tomada em consonância com os mogianos.
Trabalhando como diretor-geral do Semae, Melo está a par das necessidades da autarquia. "Posso afirmar que conseguimos devolver a capacidade de investimentos com recursos próprios. No entanto, a capacidade de investimentos do Semae está muito aquém das necessidades que a empresa precisa, digo isso para água e esgoto", destacou.
Melo argumentou que a decisão de fazer uma PPP tem que ser tomada em conjunto com a população. "Estamos vendo o Brasil em um momento difícil, onde o governo federal não tem recursos. Essa não é uma decisão do prefeito, diretor, mas dos mogianos, sobre qual caminho queremos, se é fazer uma PPP para o Semae continuar melhorando. Podemos evoluir o tratamento de água e esgoto em cinco anos ou fazer isso em 30 ou 40 anos. A escolha é da sociedade", destacou.
O prefeito Marco Bertaiolli (PSD) avaliou que uma PPP seria interessante para o Semae e descartou completamente a privatização da autarquia que foi pensada há 8 anos. "Podemos fazer parceria com empresas para ampliar o tratamento de esgoto, por exemplo, com pagamento a longo prazo e a garantia de pagamento seria a própria receita do Semae", esclareceu. (L.N.)